06

Set

Aprender na Língua Própria: das Escolas de Ensino Galego à Semente

19.00 h

Na quarta-feira, 6 de setembro, às 19 horas, acolhemos a apresentação do documentário Aprender na Língua Própria: das Escolas de Ensino Galego à Semente seguido duma mesa redonda.

Na mesa redonda participaram:

  • Santiago Quiroga (Coordenador nacional das Escolas de Ensino Galego Semente).
  • Irene Pim (Produtora Aqueladas).
  • Antón Costa (Catedrático de História da Educaçom).
  • Membro da Diretiva da Semente Corunha

Escolas de ensino galego SementeA vulneraçom sistemática dos direitos linguísticos no sistema educativo público catalisou a energia dos movimentos sociais na construçom dumha alternativa autogerida e sem fins lucrativos na cidade de Compostela. Foi em novembro de 2011, no seio do C.S. A Gentalha do Pichel, onde se formulou a ideia de construir, junto a outros projetos, as bases necessárias dumha Escola Nacional Galega, dando lugar a novos centros em Trasancos, Vigo, Corunha, Lugo e Ourense. O desenvolvimento desta iniciativa, porém, nom foi um acontecimento novo, fai parte dum alargado ronsel de empreendimentos educativos populares entre os que sobressaem as Escolas de Ensino Galego, fundadas em 1923 polas Irmandades da Fala da Corunha.

Através deste projeto audiovisual pretende-se examinar a experiência histórica das Escolas de Ensino Galego, no ano do seu centenário (1923-2023), assim como a atividade cultural, social e política desenvolvida polo grupo galeguista promotor, constituído por figuras como: Ângelo Casal, Maria Miramontes, Elvira Bao e Leandro Carré. O conhecimento deste passado recente constitui um espelho onde se reflete a iniciativa educativa Semente, através dum diálogo aberto entre épocas que confluem em problemáticas semelhantes que ainda prevalecem: discriminaçom linguística, centralismo educativo e menorizaçom cultural.

O documentário achega-se, ademais, à realidade doutros povos da Europa, como o basco, que encontrou nas Ikastolas o alicerce mais sólido para garantir o futuro da sua língua historicamente menorizada. Do mesmo modo, a fita investiga o papel dos movimentos sociais na promoçom e dinamizaçom cultural, os valores dum modelo educativo laico, feminista, galeguizador e pedagogicamente renovador, a importância da improvisaçom oral em verso para os novos neofalantes urbanos, assim como a recuperaçom e divulgaçom do lendário Apalpador, entre outros aspectos.

Esta é umha contra-história dos tópicos coloniais atribuídos ao povo galego, é o testemunho vivo da capacidade organizativa da cidadania galega na defesa do seu direito inalienável a umha educaçom auto-centrada e em língua própria. É, em última análise, a fotografia do fio azul e branco que percorre a história dumha naçom ergueita, disposta a conquistar o seu futuro.

Esta atividade está subvencionada pola “Deputación da Coruña”.

 

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